quarta-feira, 23 de junho de 2010

Luiz Gonzaga é o artista mais tocado nas Festas Juninas!

Morto há quase 21 anos, o rei do baião ainda domina o imaginário festivo do Brasil.



“Ontem eu sonhei que estava em Moscou/ dançando pagode russo na boate cossaco/ vem cá, cossaco, cossaco dança agora/ na dança do cossaco não fica cossaco fora.” Esses versos, popularizados há 26 anos, quando a expressão “Guerra Fria” ainda fazia algum sentido, foram os mais cantados nas festas juninas brasileiras do ano passado. A posição do "Pagode Russo" no ranking produzido pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) não esclarece nada sobre geopolítica, mas deixa evidente a força perene do pernambucano Luiz Gonzaga, morto há quase 21 anos, no imaginário festivo do Brasil.

O mesmo relatório revela a presença do mais importante criador do forró na autoria de quatro dos dez temas mais tocados em espaços públicos nos festejos juninos de 2009. A explicitamente junina "Olha pro Céu" aparece na segunda colocação. O hino nordestino tristíssimo "Asa Branca" ocupa o oitavo lugar. E "O Xote das Meninas", aquele dos versos “ela só quer, só pensa em namorar”, ocupa a nona posição. O Ecad, que não revela valores arrecadados, obtém tais resultados por meio de amostragens das músicas tocadas em eventos juninos que recolheram pagamentos. As amostras são obtidas por gravações feitas pelos funcionários do escritório ou por listas fornecidas pelos organizadores dos eventos.

Examinados os relatórios dos últimos cinco anos, constata-se que não só Gonzagão, mas uma galeria respeitável de nomes do passado musical nacional continua dando as cartas numa das mais tradicionais festividades populares do país. É constante a presença de gente como o baiano Assis Valente ("Cai, Cai, Balão", segundo lugar de 2007), os cariocas Lamartine Babo ("Chegou a Hora da Fogueira" e "Isto é Lá com Santo Antônio", respectivamente sétimo e décimo em 2008), Haroldo Lobo ("O Sanfoneiro Só Tocava Isso", sexto em 2009), Braguinha e Alberto Ribeiro (parceiros em "Capelinha de Melão", oitavo em 2006) e o fluminense Benedito Lacerda ("Antônio, Pedro e João", segundo em 2006).

Créditos: Ultimo Segundo

Dannyelle Medeiros

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Brasileira filma iniciativas pela paz no Oriente Médio

Julia Bacha atua em ONG dos EUA que registra ações pacifistas na região.
'Budrus', seu último filme, ganhou 2º prêmio do público no Festival de Berlim.

Amauri Arrais Do G1, em São Paulo
 
Como aconteceu com quase todos os moradores de Nova York, os atentados de 11 de setembro de 2001 tiveram um profundo impacto na vida da carioca Julia Bacha, 29, que havia chegado à cidade aos 17 com a intenção de estudar inglês.
O abalo provocado pelo choque de dois aviões comandados por militantes da al-Qaeda às torres do World Trade Center levou a então estudante de história na Universidade de Columbia a querer entender mais sobre o Oriente Médio.

“Estava estudando histórias de diferentes lugares, até que o 11 de Setembro aconteceu e foi um momento muito impactante para quem estava em Nova York. O campus da Columbia é muito politicamente ativo. Fiquei envolvida e aí mergulhei no Oriente Médio e resolvi que ia me dedicar a isso”, lembra a brasileira.
Julia tinha deixado para trás o curso de direito na PUC do Rio, para a apreensão dos pais, o economista Edmar Bacha e a vereadora Andrea Gouveia Vieira. Ao concluir o curso, foi aprovada para uma das vagas no mestrado da Universidade de Teerã. Mas a invasão do Iraque pelos EUA em 2003 – um dos desdobramentos dos atentados de 2001 – endureceu as relações com o vizinho Irã, que negou o visto.
Enquanto esperava uma nova oportunidade para entrar no país islâmico, a brasileira se estabeleceu no Egito, para trabalhar como assistente da cineasta americana de origem egípcia Jehane Noujaim. Acabou assinando o roteiro e edição de “Control Room”, filme que marca sua estreia no cinema.
O filme chamou a atenção da israelo-canadense Ronit Avni, que convidou Julia para dirigir um núcleo de cinema da Just Vision, organização não-governamental fundada por ela nos Estados Unidos, com escritório em Jerusalém, para divulgar iniciativas pacifistas de israelenses e palestinos numa das regiões mais conflituosas do planeta.
“Trabalhamos do ponto de vista jornalístico e de cinema. O objetivo não é panfletário, não queremos dizer que tudo que está acontecendo é bom e numa direção certa. Queremos contar a história toda, com problemas, dificuldades, com o que está ou não funcionando. A gente acredita que essa maneira de contar histórias é muito mais efetiva para realmente criar interesse na comunidade internacional”, observa Julia.

Budrus
O mais recente filme dirigido por ela, o documentário “Budrus”, exibido por aqui no festival “É Tudo Verdade”, registra as mais de 50 passeatas organizadas pelo ativista Ayed Morrar ao longo de dez meses, no esforço de convencer Israel a alterar o traçado do muro que estava construindo nos territórios palestinos ocupados e que afetaria os 1.500 moradores do pequeno vilarejo homônimo.
 Entre outros efeitos, a barreira destruiria parte de um campo de oliveiras, fonte de subsistência, além de dividir um cemitério e uma escola da vila. O que começa como um pequeno protesto dos moradores em frente às máquinas do Exército israelense, acaba chamando a atenção de organizações pacifistas e provoca uma impensável reunião dos rivais Hamas e Fatah pela causa.
Parte do material usado no filme foi filmado pelos próprios manifestantes, como forma de intimidar os militares. “A câmera tem esse efeito porque os soldados não querem ser filmados cometendo violações aos direitos humanos. Além disso, se alguma coisa acontecer, esse material pode ser usado como documentação ou pode ser repassado para a mídia”, explica Julia, que falou ao G1 do escritório da organização em Nova York.
Sessão de gala
Premiado com o segundo prêmio do público no Festival Internacional de Cinema de Berlim, "Budrus" estreou esta semana nos EUA no prestigiado festival Tribeca Film. Antes, teve uma sessão de gala patrocinada pela rainha Noor, da Jordânia, que entregou a Julia e Ronit na ocasião o prêmio King Hussein Leadership Prize, concedido a indivíduos e organizações com ações de destaque em direitos humanos.
Com diversas produções no currículo, duas delas dirigidas pela brasileira, a Just Vision tem no seu acervo mais de 80 entrevistas de personagens dos dois lados do conflito, disponíveis em árabe, hebraico e inglês. O próximo projeto da ONG é uma série de curtas sobre o conflito.
A crescente visibilidade conquistada por "Budrus", ironicamente, pode atrapalhar as próximas produções da organização na região do conflito.
“Não sabemos como vão ser os próximos filmes. Não somos conhecidos e isso é uma vantagem. Mas esse filme está recebendo muita atenção na mídia israelense. Já é muito difícil entrar em Israel por conta do nível de segurança. Fora isso, trabalhar na Cisjordânia é sempre complicado, o Exército pode a qualquer momento decidir quem entra e quem não entra de forma arbitrária”, diz Julia.
Quanto a registrar movimentos pacifistas numa das regiões mais conflituosas do mundo, em constante risco de bombardeio, a brasileira relativiza: “Meus pais ficam preocupados, mas eu sinceramente acho que Rio e São Paulo não são menos perigosos do que o Oriente Médio”.

 Iris Milanez

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Motorista esquece tamanho de veículo e ponte arranca teto de ônibus

Parte de ônibus de dois andares ficou para trás.
Condutor entrou em estado de choque.

Um motorista destruiu o teto de um ônibus de dois andares ao passar por uma ponte menor que o veículo na Inglaterra.

O homem, de 49 anos, aparentemente esqueceu que estava conduzindo um veículo de dois andares. Mesmo depois de ter a parte superior do ônibus arrancada, o motorista seguiu por mais 90 metros.

O acidente aconteceu numa estrada de Berkshire, no Sudoeste da Inglaterra, e comoveu os moradores. Todos conhecem o motorista e afirmam que ele estava acostumado com um ônibus comum.

"A polícia foi chamada e o motorista estava em choque. Ele sempre passa por aqui dirigindo um ônibus comum", contou uma testemunha ao jornal "Daily Mail".

O acidente foi visto pelos frequentadores de um pub que, ainda supresos, ligaram para a polícia. O veículo tinha apenas duas semanas de uso.

Por sorte, ninguém estava no ônibus na hora do acidente.

Andrezza Medeiros

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cinzas vulcânicas ainda mantêm fechados 4 aeroportos na Espanha

Fuerteventura também teve de ser fechado por conta da nuvem.
Sevilha foi reaberto, e aeroporto de Madri opera em capacidade plena.

O aeroporto de Fuerteventura teve de ser fechado nesta terça-feira (11) devido à nuvem de cinzas vulcânicas vinda da Islândia, somando-se aos de Málaga, Granada, Jerez e La Palma, segundo a autoridade espanhola de aviação Aena.




O terminal de Sevilha foi reaberto, e foram retiradas as restrições no espaço aéreo entre 20 mil e 35 mil pés, devolvendo ao aeroporto de Madri, em Barajas, sua plena capacidade.



A agência de supervisão aérea Eurocontrol havia alertado sobre um aumento da concentração de cinzas no patamar entre 0 e 20 mil pés na região do aeroporto de Fuerteventura. A agência europeia já havia alertado que a área afetada atravessaria previsivelmente a Península Ibéria e o sudeste da França na tarde desta terça-feira.


Os aeroportos de Málaga e Federico García-Lorca de Granada-Jaén tiveram que fechar a partir das 17h30 locais, enquanto que os terminais de La Palma e Jerez permaneciam fechados desde a madrugada e os dois de Tenerife e La Gomera, assim como os de Badajoz e Sevilha, também afetados desde as primeiras horas, puderam reabrir horas depois, indicou a Aena.




A autoridade espanhola recomenda aos passageiros que entrem em contato com suas companhias aéreas ou com a Aena se têm de voar nas próximas horas.



O Eurocontrol disse que as áreas de grandes concentrações de cinzas em altitudes altas no meio do Atlântico Norte estavam dispersando, melhorando a situação dos voos transatlânticos.



agência de tráfico aéreo europeu já avisou na segunda-feira que as zonas de maior concentração das cinzas poderiam se mover desde o oceano Atlântico e voltar à Península Ibérica, ameaçando novos fechamentos do espaço aéreo de Espanha e Portugal.



Há semanas, a Europa enfrenta reiterados fechamentos do tráfego aéreo, desde que o vulcão em erupção sob a geleira Eyjafjallajokull, na Islândia, começou a lanças cinzas em abril

Andrezza Medeiros

domingo, 9 de maio de 2010

Mães contam as diferenças de ter filho aos 20 e, depois, aos 40 anos

Filhos mais velhos se tornam aliados dos mais novos, dizem elas.
Mãe de filhos com diferença de 22 anos fala que sentiu vergonha

Elas foram mães aos 20 anos e, quando os filhos estavam adolescentes, em alguns casos até adultos, foram surpreendidas por uma nova gravidez. Entre fraldas, mamadeiras e currículos de universidades, quatro mulheres contaram ao G1 como foi encarar a maternidade na juventude e na maturidade.

A dona de casa Miriam Santos Tiezzi tomava pílula há 17 anos, ficou sete dias sem o medicamento e o resultado foi uma nova gravidez aos 41 anos. Mãe de dois jovens, Renan, de 25, e Renato, de 21, ela se preparava para ser avó quando foi surpreendida com o resultado positivo do teste.

Miriam conta que sentiu vergonha do barrigão: "Eu tinha a impressão de que as pessoas na rua me olhavam e pensavam 'olha aquela velha grávida'. No início foi bem complicado, mas depois percebi que na verdade fui abençoada por ganhar mais um filho".

Ela revela que a maternidade depois dos 40 trouxe mudanças não só na maneira de pensar, mas também em seu corpo. A gestação do caçula Rodrigo acarretou muitos quilos a mais na silhueta. Depois de três anos, Miriam ainda luta para emagrecer oito quilos adquridos na gravidez.

A mamãe afirma que o filho mais novo a motivou fazer programas que ela não faria mais, como encarar filas nos brinquedos do shopping e acordar cedo. "Reaprendi a ter paciência e hoje posso dizer sou uma mãe mais atenciosa e preocupada do que quando tinha 20 anos", diz a dona de casa.

Pedagoga foi mãe em três décadas diferentes


Filhos em três gerações. Pedagoga foi mãe aos 20,
30 e aos 40 anos (Foto: Arquivo pessoal)A professora de educação física e pedagoga Gláucia Simões, de 43 anos, experimentou a maternidade em três décadas diferentes. Ela é mãe de Mariah, 23, Lucca, 11, e de Guilherme, de apenas oito meses. Gláucia conta que as diferentes gestações serviram para torná-la uma mãe mais atenta e, ao mesmo tempo, menos paranoica.

No nascimento da primogênita, Gláucia conta que era mais rígida com a alimentação e que teve uma crise de choro ao ser ver obrigada a dar uma papinha industrializada à filha, na época com oito meses.

"Com a minha primeira filha, eu não queria dar nenhum alimento que não fosse natural. Mesmo grandinha, com mais de um ano, eu queria dar leite materno. Depois com os outros filhos, percebi que você não precisa ser tão rígida com as coisas. Acho que a maturidade me mostrou que é possível ter uma relação saudável e sem estresse", disse a pedagoga.

Filho adolescente virou aliado na educação do caçula


Patrícia diz que filho adolescente ajuda a
cuidar do caçula (Foto: Arquivo pessoal)A cantora Patrícia Mauro, de 44 anos, sempre quis ter dois filhos, mas não esperava que a diferença entre eles seria tão grande. Passados 15 anos e com um novo casamento, Patricia resolveu experimentar novamente o barrigão.

Mãe de João, de 17, e de Rafael, de 2, ela conta que a experiência de ser mãe contribuiu para o segundo parto. O filho adolescente se tornou um aliado na hora de trocar fraldas e também ajuda a mãe na educação do irmão mais novo.

“É maravilhoso ser mãe aos 40. Além do mais, o meu filho mais velho está tendo a experiência de acompanhar a evolução de um bebê e entender tudo aquilo o que lhe contava sobre os cuidados que tinha quando ele era neném”, disse Patrícia.

Mãe de 60 anos discute sexo e drogas com filha de 20


A manicure Altamir de Souza, de 61 anos, foi mãe com 18, 22 e aos 38. Ela afirma que a diferença de 20 anos entre o primeiro e o último parto serviu como um “rejuvenescimento”. Ela diz que tem a cabeça mais aberta para discutir assuntos como sexo e drogas, com a filha caçula Thais, de 22 anos.

“O papel de mãe é ter diálogo com os filhos. E só tenho a agradecer a Deus por poder ter sido mãe em três etapas diferentes da minha vida”, relata Altamir.

Parabéns Mamãe, são os votos de Andrezza Medeiros.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Silvio Santos 'piradão' enfia mão em decote de modelo

Ricardo Feltrin Colunista do UOL


Silvio Santos surpreendeu convidados e plateia na gravação de quadro no complexo Anhanguera. Diante de uma "colega de auditório" vestida numa microssaia e com fartíssimo colo à mostra, o dono do SBT primeiro passou a elogiar seus atributos. Disse que ela não poderia sair de lá sem levar algum dinheiro.

O apresentador fez então um rolinho com uma nota de R$ 100 e avisou: "Eu vou colocar a mão no seu cofrinho, hein?". A moça corou, meio descrente. Silvio insistiu e ela deixou. Antes dessa moça, Silvio já havia feito gracejos para outras mulheres na plateia e dado "cantadas" na modelo Lívia Andrade. Mais tarde, nos bastidores, brincou com um convidado, surpreso com a audácia.

"Posso fazer tudo isso, porque a Íris (Abravanel) nunca sabe se estou brincando ou falando sério", respondeu o apresentador.

Iris 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rode seu celular como um peão para recarregá-lo

Patente registrada pela Nokia mira bateria de energia cinética pra breve

Esquecer de recarregar o celular muitas vezes pode causar inconvenientes que podem deixar o usuário com um aparelho descarregado em uma hora crucial. Quando isso acontecer, em breve você poderá simplesmente rodar o celular em sua mão como se fosse um peão e - pronto! - estará recarregado. É o que promete a energia cinética, que atualmente já é usada para recarregar baterias de relógios.

A Nokia registrou recentemente a patente de um celular movido a energia cinética. "Em resposta à translação e/ou rotação do dispositivo, porções de forças induzidas pela massa da bateria se transferem aos elementos piezelétricos. A energia elétrica gerada é captada por um controlador e pode ser aplicada à bateria", explica o texto da patente. "Os componentes mais pesados, como o transmissor, o circuito e a bateria, se posicionam em um suporte firme. O suporte se equilibra em dois conjuntos de trilhos que permitem movê-lo de cima para baixo e da direita para a esquerda. Faixas de cristais piezelétricos se localizam na extremidade de cada trilho e geram uma corrente quando são pressionados contra o suporte. Desta forma, quando o telefone se move, a energia gerada carrega um capacitor que transfere a carga para a bateria."

O celular movido a energia cinética leva vantagem em relação às baterias com regarca pela luz do sol, pois não dependem da luz do dia para serem recarregados.

Além de ser ecologicamente correto, o celular movido por energia cinética ajudaria muito a economia de países pobres com problemas de geração de energia elétrica.

Mas esse ainda é o estágio de registro de patentes, não espere aparelhos no mercado para antes de 2 ou 3 anos.


Andrezza Medeiros.