
Todo dia, em média, 60 mulheres procuram a polícia em Belo Horizonte, para denunciar que estão sofrendo algum tipo de violência. A queixa mais comum é de ameaça, um tipo de crime em que, muitas vezes, o agressor não é punido. E que, em alguns casos, como o da cabeleireira Maria Islaine de Morais, terminam de forma trágica. Os repórteres Fred Justo e Esley Resende mostram exemplos de mulheres, que buscaram ajuda, denunciaram os ex-companheiros, mas vivem com medo.
Algumas ocorrências tiveram queda nos registros, como o crime de maus tratos e o de calúnia. A Secretaria de Estado de Defesa Social não quis se manifestar sobre os casos mostrados na reportagem, mas informou que o grande número de denúncias se deve à confiança maior em relação aos procedimentos previstos em lei. Nas cidades onde não há Delegacia Especializada da Mulher, as denúncias devem ser feitas na delegacia de plantão mais próxima.
(Everaldo Amaral)
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