quarta-feira, 23 de junho de 2010

Luiz Gonzaga é o artista mais tocado nas Festas Juninas!

Morto há quase 21 anos, o rei do baião ainda domina o imaginário festivo do Brasil.



“Ontem eu sonhei que estava em Moscou/ dançando pagode russo na boate cossaco/ vem cá, cossaco, cossaco dança agora/ na dança do cossaco não fica cossaco fora.” Esses versos, popularizados há 26 anos, quando a expressão “Guerra Fria” ainda fazia algum sentido, foram os mais cantados nas festas juninas brasileiras do ano passado. A posição do "Pagode Russo" no ranking produzido pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) não esclarece nada sobre geopolítica, mas deixa evidente a força perene do pernambucano Luiz Gonzaga, morto há quase 21 anos, no imaginário festivo do Brasil.

O mesmo relatório revela a presença do mais importante criador do forró na autoria de quatro dos dez temas mais tocados em espaços públicos nos festejos juninos de 2009. A explicitamente junina "Olha pro Céu" aparece na segunda colocação. O hino nordestino tristíssimo "Asa Branca" ocupa o oitavo lugar. E "O Xote das Meninas", aquele dos versos “ela só quer, só pensa em namorar”, ocupa a nona posição. O Ecad, que não revela valores arrecadados, obtém tais resultados por meio de amostragens das músicas tocadas em eventos juninos que recolheram pagamentos. As amostras são obtidas por gravações feitas pelos funcionários do escritório ou por listas fornecidas pelos organizadores dos eventos.

Examinados os relatórios dos últimos cinco anos, constata-se que não só Gonzagão, mas uma galeria respeitável de nomes do passado musical nacional continua dando as cartas numa das mais tradicionais festividades populares do país. É constante a presença de gente como o baiano Assis Valente ("Cai, Cai, Balão", segundo lugar de 2007), os cariocas Lamartine Babo ("Chegou a Hora da Fogueira" e "Isto é Lá com Santo Antônio", respectivamente sétimo e décimo em 2008), Haroldo Lobo ("O Sanfoneiro Só Tocava Isso", sexto em 2009), Braguinha e Alberto Ribeiro (parceiros em "Capelinha de Melão", oitavo em 2006) e o fluminense Benedito Lacerda ("Antônio, Pedro e João", segundo em 2006).

Créditos: Ultimo Segundo

Dannyelle Medeiros

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Brasileira filma iniciativas pela paz no Oriente Médio

Julia Bacha atua em ONG dos EUA que registra ações pacifistas na região.
'Budrus', seu último filme, ganhou 2º prêmio do público no Festival de Berlim.

Amauri Arrais Do G1, em São Paulo
 
Como aconteceu com quase todos os moradores de Nova York, os atentados de 11 de setembro de 2001 tiveram um profundo impacto na vida da carioca Julia Bacha, 29, que havia chegado à cidade aos 17 com a intenção de estudar inglês.
O abalo provocado pelo choque de dois aviões comandados por militantes da al-Qaeda às torres do World Trade Center levou a então estudante de história na Universidade de Columbia a querer entender mais sobre o Oriente Médio.

“Estava estudando histórias de diferentes lugares, até que o 11 de Setembro aconteceu e foi um momento muito impactante para quem estava em Nova York. O campus da Columbia é muito politicamente ativo. Fiquei envolvida e aí mergulhei no Oriente Médio e resolvi que ia me dedicar a isso”, lembra a brasileira.
Julia tinha deixado para trás o curso de direito na PUC do Rio, para a apreensão dos pais, o economista Edmar Bacha e a vereadora Andrea Gouveia Vieira. Ao concluir o curso, foi aprovada para uma das vagas no mestrado da Universidade de Teerã. Mas a invasão do Iraque pelos EUA em 2003 – um dos desdobramentos dos atentados de 2001 – endureceu as relações com o vizinho Irã, que negou o visto.
Enquanto esperava uma nova oportunidade para entrar no país islâmico, a brasileira se estabeleceu no Egito, para trabalhar como assistente da cineasta americana de origem egípcia Jehane Noujaim. Acabou assinando o roteiro e edição de “Control Room”, filme que marca sua estreia no cinema.
O filme chamou a atenção da israelo-canadense Ronit Avni, que convidou Julia para dirigir um núcleo de cinema da Just Vision, organização não-governamental fundada por ela nos Estados Unidos, com escritório em Jerusalém, para divulgar iniciativas pacifistas de israelenses e palestinos numa das regiões mais conflituosas do planeta.
“Trabalhamos do ponto de vista jornalístico e de cinema. O objetivo não é panfletário, não queremos dizer que tudo que está acontecendo é bom e numa direção certa. Queremos contar a história toda, com problemas, dificuldades, com o que está ou não funcionando. A gente acredita que essa maneira de contar histórias é muito mais efetiva para realmente criar interesse na comunidade internacional”, observa Julia.

Budrus
O mais recente filme dirigido por ela, o documentário “Budrus”, exibido por aqui no festival “É Tudo Verdade”, registra as mais de 50 passeatas organizadas pelo ativista Ayed Morrar ao longo de dez meses, no esforço de convencer Israel a alterar o traçado do muro que estava construindo nos territórios palestinos ocupados e que afetaria os 1.500 moradores do pequeno vilarejo homônimo.
 Entre outros efeitos, a barreira destruiria parte de um campo de oliveiras, fonte de subsistência, além de dividir um cemitério e uma escola da vila. O que começa como um pequeno protesto dos moradores em frente às máquinas do Exército israelense, acaba chamando a atenção de organizações pacifistas e provoca uma impensável reunião dos rivais Hamas e Fatah pela causa.
Parte do material usado no filme foi filmado pelos próprios manifestantes, como forma de intimidar os militares. “A câmera tem esse efeito porque os soldados não querem ser filmados cometendo violações aos direitos humanos. Além disso, se alguma coisa acontecer, esse material pode ser usado como documentação ou pode ser repassado para a mídia”, explica Julia, que falou ao G1 do escritório da organização em Nova York.
Sessão de gala
Premiado com o segundo prêmio do público no Festival Internacional de Cinema de Berlim, "Budrus" estreou esta semana nos EUA no prestigiado festival Tribeca Film. Antes, teve uma sessão de gala patrocinada pela rainha Noor, da Jordânia, que entregou a Julia e Ronit na ocasião o prêmio King Hussein Leadership Prize, concedido a indivíduos e organizações com ações de destaque em direitos humanos.
Com diversas produções no currículo, duas delas dirigidas pela brasileira, a Just Vision tem no seu acervo mais de 80 entrevistas de personagens dos dois lados do conflito, disponíveis em árabe, hebraico e inglês. O próximo projeto da ONG é uma série de curtas sobre o conflito.
A crescente visibilidade conquistada por "Budrus", ironicamente, pode atrapalhar as próximas produções da organização na região do conflito.
“Não sabemos como vão ser os próximos filmes. Não somos conhecidos e isso é uma vantagem. Mas esse filme está recebendo muita atenção na mídia israelense. Já é muito difícil entrar em Israel por conta do nível de segurança. Fora isso, trabalhar na Cisjordânia é sempre complicado, o Exército pode a qualquer momento decidir quem entra e quem não entra de forma arbitrária”, diz Julia.
Quanto a registrar movimentos pacifistas numa das regiões mais conflituosas do mundo, em constante risco de bombardeio, a brasileira relativiza: “Meus pais ficam preocupados, mas eu sinceramente acho que Rio e São Paulo não são menos perigosos do que o Oriente Médio”.

 Iris Milanez

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Motorista esquece tamanho de veículo e ponte arranca teto de ônibus

Parte de ônibus de dois andares ficou para trás.
Condutor entrou em estado de choque.

Um motorista destruiu o teto de um ônibus de dois andares ao passar por uma ponte menor que o veículo na Inglaterra.

O homem, de 49 anos, aparentemente esqueceu que estava conduzindo um veículo de dois andares. Mesmo depois de ter a parte superior do ônibus arrancada, o motorista seguiu por mais 90 metros.

O acidente aconteceu numa estrada de Berkshire, no Sudoeste da Inglaterra, e comoveu os moradores. Todos conhecem o motorista e afirmam que ele estava acostumado com um ônibus comum.

"A polícia foi chamada e o motorista estava em choque. Ele sempre passa por aqui dirigindo um ônibus comum", contou uma testemunha ao jornal "Daily Mail".

O acidente foi visto pelos frequentadores de um pub que, ainda supresos, ligaram para a polícia. O veículo tinha apenas duas semanas de uso.

Por sorte, ninguém estava no ônibus na hora do acidente.

Andrezza Medeiros

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cinzas vulcânicas ainda mantêm fechados 4 aeroportos na Espanha

Fuerteventura também teve de ser fechado por conta da nuvem.
Sevilha foi reaberto, e aeroporto de Madri opera em capacidade plena.

O aeroporto de Fuerteventura teve de ser fechado nesta terça-feira (11) devido à nuvem de cinzas vulcânicas vinda da Islândia, somando-se aos de Málaga, Granada, Jerez e La Palma, segundo a autoridade espanhola de aviação Aena.




O terminal de Sevilha foi reaberto, e foram retiradas as restrições no espaço aéreo entre 20 mil e 35 mil pés, devolvendo ao aeroporto de Madri, em Barajas, sua plena capacidade.



A agência de supervisão aérea Eurocontrol havia alertado sobre um aumento da concentração de cinzas no patamar entre 0 e 20 mil pés na região do aeroporto de Fuerteventura. A agência europeia já havia alertado que a área afetada atravessaria previsivelmente a Península Ibéria e o sudeste da França na tarde desta terça-feira.


Os aeroportos de Málaga e Federico García-Lorca de Granada-Jaén tiveram que fechar a partir das 17h30 locais, enquanto que os terminais de La Palma e Jerez permaneciam fechados desde a madrugada e os dois de Tenerife e La Gomera, assim como os de Badajoz e Sevilha, também afetados desde as primeiras horas, puderam reabrir horas depois, indicou a Aena.




A autoridade espanhola recomenda aos passageiros que entrem em contato com suas companhias aéreas ou com a Aena se têm de voar nas próximas horas.



O Eurocontrol disse que as áreas de grandes concentrações de cinzas em altitudes altas no meio do Atlântico Norte estavam dispersando, melhorando a situação dos voos transatlânticos.



agência de tráfico aéreo europeu já avisou na segunda-feira que as zonas de maior concentração das cinzas poderiam se mover desde o oceano Atlântico e voltar à Península Ibérica, ameaçando novos fechamentos do espaço aéreo de Espanha e Portugal.



Há semanas, a Europa enfrenta reiterados fechamentos do tráfego aéreo, desde que o vulcão em erupção sob a geleira Eyjafjallajokull, na Islândia, começou a lanças cinzas em abril

Andrezza Medeiros

domingo, 9 de maio de 2010

Mães contam as diferenças de ter filho aos 20 e, depois, aos 40 anos

Filhos mais velhos se tornam aliados dos mais novos, dizem elas.
Mãe de filhos com diferença de 22 anos fala que sentiu vergonha

Elas foram mães aos 20 anos e, quando os filhos estavam adolescentes, em alguns casos até adultos, foram surpreendidas por uma nova gravidez. Entre fraldas, mamadeiras e currículos de universidades, quatro mulheres contaram ao G1 como foi encarar a maternidade na juventude e na maturidade.

A dona de casa Miriam Santos Tiezzi tomava pílula há 17 anos, ficou sete dias sem o medicamento e o resultado foi uma nova gravidez aos 41 anos. Mãe de dois jovens, Renan, de 25, e Renato, de 21, ela se preparava para ser avó quando foi surpreendida com o resultado positivo do teste.

Miriam conta que sentiu vergonha do barrigão: "Eu tinha a impressão de que as pessoas na rua me olhavam e pensavam 'olha aquela velha grávida'. No início foi bem complicado, mas depois percebi que na verdade fui abençoada por ganhar mais um filho".

Ela revela que a maternidade depois dos 40 trouxe mudanças não só na maneira de pensar, mas também em seu corpo. A gestação do caçula Rodrigo acarretou muitos quilos a mais na silhueta. Depois de três anos, Miriam ainda luta para emagrecer oito quilos adquridos na gravidez.

A mamãe afirma que o filho mais novo a motivou fazer programas que ela não faria mais, como encarar filas nos brinquedos do shopping e acordar cedo. "Reaprendi a ter paciência e hoje posso dizer sou uma mãe mais atenciosa e preocupada do que quando tinha 20 anos", diz a dona de casa.

Pedagoga foi mãe em três décadas diferentes


Filhos em três gerações. Pedagoga foi mãe aos 20,
30 e aos 40 anos (Foto: Arquivo pessoal)A professora de educação física e pedagoga Gláucia Simões, de 43 anos, experimentou a maternidade em três décadas diferentes. Ela é mãe de Mariah, 23, Lucca, 11, e de Guilherme, de apenas oito meses. Gláucia conta que as diferentes gestações serviram para torná-la uma mãe mais atenta e, ao mesmo tempo, menos paranoica.

No nascimento da primogênita, Gláucia conta que era mais rígida com a alimentação e que teve uma crise de choro ao ser ver obrigada a dar uma papinha industrializada à filha, na época com oito meses.

"Com a minha primeira filha, eu não queria dar nenhum alimento que não fosse natural. Mesmo grandinha, com mais de um ano, eu queria dar leite materno. Depois com os outros filhos, percebi que você não precisa ser tão rígida com as coisas. Acho que a maturidade me mostrou que é possível ter uma relação saudável e sem estresse", disse a pedagoga.

Filho adolescente virou aliado na educação do caçula


Patrícia diz que filho adolescente ajuda a
cuidar do caçula (Foto: Arquivo pessoal)A cantora Patrícia Mauro, de 44 anos, sempre quis ter dois filhos, mas não esperava que a diferença entre eles seria tão grande. Passados 15 anos e com um novo casamento, Patricia resolveu experimentar novamente o barrigão.

Mãe de João, de 17, e de Rafael, de 2, ela conta que a experiência de ser mãe contribuiu para o segundo parto. O filho adolescente se tornou um aliado na hora de trocar fraldas e também ajuda a mãe na educação do irmão mais novo.

“É maravilhoso ser mãe aos 40. Além do mais, o meu filho mais velho está tendo a experiência de acompanhar a evolução de um bebê e entender tudo aquilo o que lhe contava sobre os cuidados que tinha quando ele era neném”, disse Patrícia.

Mãe de 60 anos discute sexo e drogas com filha de 20


A manicure Altamir de Souza, de 61 anos, foi mãe com 18, 22 e aos 38. Ela afirma que a diferença de 20 anos entre o primeiro e o último parto serviu como um “rejuvenescimento”. Ela diz que tem a cabeça mais aberta para discutir assuntos como sexo e drogas, com a filha caçula Thais, de 22 anos.

“O papel de mãe é ter diálogo com os filhos. E só tenho a agradecer a Deus por poder ter sido mãe em três etapas diferentes da minha vida”, relata Altamir.

Parabéns Mamãe, são os votos de Andrezza Medeiros.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Silvio Santos 'piradão' enfia mão em decote de modelo

Ricardo Feltrin Colunista do UOL


Silvio Santos surpreendeu convidados e plateia na gravação de quadro no complexo Anhanguera. Diante de uma "colega de auditório" vestida numa microssaia e com fartíssimo colo à mostra, o dono do SBT primeiro passou a elogiar seus atributos. Disse que ela não poderia sair de lá sem levar algum dinheiro.

O apresentador fez então um rolinho com uma nota de R$ 100 e avisou: "Eu vou colocar a mão no seu cofrinho, hein?". A moça corou, meio descrente. Silvio insistiu e ela deixou. Antes dessa moça, Silvio já havia feito gracejos para outras mulheres na plateia e dado "cantadas" na modelo Lívia Andrade. Mais tarde, nos bastidores, brincou com um convidado, surpreso com a audácia.

"Posso fazer tudo isso, porque a Íris (Abravanel) nunca sabe se estou brincando ou falando sério", respondeu o apresentador.

Iris 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rode seu celular como um peão para recarregá-lo

Patente registrada pela Nokia mira bateria de energia cinética pra breve

Esquecer de recarregar o celular muitas vezes pode causar inconvenientes que podem deixar o usuário com um aparelho descarregado em uma hora crucial. Quando isso acontecer, em breve você poderá simplesmente rodar o celular em sua mão como se fosse um peão e - pronto! - estará recarregado. É o que promete a energia cinética, que atualmente já é usada para recarregar baterias de relógios.

A Nokia registrou recentemente a patente de um celular movido a energia cinética. "Em resposta à translação e/ou rotação do dispositivo, porções de forças induzidas pela massa da bateria se transferem aos elementos piezelétricos. A energia elétrica gerada é captada por um controlador e pode ser aplicada à bateria", explica o texto da patente. "Os componentes mais pesados, como o transmissor, o circuito e a bateria, se posicionam em um suporte firme. O suporte se equilibra em dois conjuntos de trilhos que permitem movê-lo de cima para baixo e da direita para a esquerda. Faixas de cristais piezelétricos se localizam na extremidade de cada trilho e geram uma corrente quando são pressionados contra o suporte. Desta forma, quando o telefone se move, a energia gerada carrega um capacitor que transfere a carga para a bateria."

O celular movido a energia cinética leva vantagem em relação às baterias com regarca pela luz do sol, pois não dependem da luz do dia para serem recarregados.

Além de ser ecologicamente correto, o celular movido por energia cinética ajudaria muito a economia de países pobres com problemas de geração de energia elétrica.

Mas esse ainda é o estágio de registro de patentes, não espere aparelhos no mercado para antes de 2 ou 3 anos.


Andrezza Medeiros.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Exposição em Xangai mostra novidades no mercado de tecnologia

Tecnologias e propostas para melhorar a vida nas grandes cidades são o enfoque da exposição.

A inteligência e a tecnologia a serviço de uma vida melhor nas grandes cidades do planeta.

Com a tecnologia, andar sobre as águas já nenhum milagre. Os peixes fogem das pisadas, mas ninguém afunda. Na verdade, é uma tela que simula um pequeno lago e que reage aos passos dos visitantes. A intenção é deixar a entrada de uma casa ou prédio relaxante, já que dá a impressão de que ali tem mesmo um lago.
Em outro pavilhão, o piso tem nova função: produzir eletricidade a partir dos passos. O monitor mostra que, quanto mais movimento, mais energia. As pessoas se animam para um sapateado ou uns pulinhos. A energia produzida não dá para acender uma lâmpada, mas imagine o que esse equipamento pode fazer numa rua lotada ou em um estádio de futebol, como todo mundo pulando.
A exposição mundial de Xangai apresenta tecnologias e propostas para melhorar a vida nas grandes cidades. E alguns pavilhões mostram que dá para fazer isso de forma bem divertida.
A Alemanha trouxe para exposição um equipamento que reage à energia humana. É uma imensa bola. Claro que é uma brincadeira, com o objetivo de mostrar que tecnologia e trabalho em equipe podem fazer as coisas funcionarem.
No começo, o público fica meio tímido. É preciso incentivar o pessoal a bater palmas e a gritar. A bola começa a brilhar e se mover. Aí, vira uma festa de luzes e cores. É bom para desestressar e ao mesmo tempo aprender uma lição: o mundo vai para o lado certo se cada um fizer sua parte. Neste caso, gritando.
A tecnologia também invadiu a tradicional ópera chinesa. Nesta peça, os atores usaram cadeiras eletrônicas. Os fabricantes esperam que, um dia, elas substituam as atuais cadeiras de rodas e também os carros em trajetos curtos.
O robô criado para ajudar idosos nas tarefas diárias ainda não está à venda. Enquanto isso, mostra as habilidades tocando música clássica. É para provar que já pode mover braços e dedos como seres humanos. E tem mais talento que muitos de nós. O show cibernético já tem a sua estrela.
Tudo isso parece tão longe do nosso alcance.
Pena que muitas dessas coisas não estão ao nosso alcance.
Roberto Kovalick Xangai, China

 
 Iris Milanez

domingo, 2 de maio de 2010

Aluna de escola pública ganha intercâmbio no Japão

Interesse por anime e mangá levou jovem a estudar japonês.
Visita ao país ocorrerá em julho.


Fã de desenhos animados e quadrinhos japoneses, os animes e mangás, Mariana Fante Manfrin, de 16 anos, começou a estudar japonês há três anos. Sonhava com o dia em que conheceria a terra de seus heróis.

O sonho será realizado entre os dias 30 de junho e 14 de julho. Mariana, que faz o terceiro ano do ensino médio em uma escola pública de Curitiba, foi selecionada com outras duas estudantes brasileiras para representar o país em um intercâmbio no Japão com um grupo de estudantes de outros países.

Mariana foi premiada pela Fundação Japão e selecionada na escola de línguas da Secretaria Estadual de Educação do Paraná, onde estuda. As outras duas brasileiras estudam em escolas particulares de São Paulo.

Mariana escreveu um texto e depois passou por uma entrevista por telefone em japonês para concorrer à vaga. “Nunca imaginei que passaria. Não achei que meu nível fosse tão bom. Fiquei muito feliz. Não sabia o que fazer quando soube que ganhei. Fiquei pulando”, disse Mariana.

A mãe da estudante, a auxiliar odontológica Ana Maria Fante Manfrin, de 44 anos, disse que o prêmio foi uma surpresa que alegrou toda a família. "Ela será a única aluna brasileira. Estamos orgulhosos", disse Ana Maria.

Segundo a professora da Fundação Japão, Mayumi Yoshikawa, o intercâmbio incluirá visitas a escolas japonesas, a pontos turísticos e participação em workshops sobre a cultura japonesa.

Vagas

As vagas para o programa no Japão começaram a ser disponibilizadas para brasileiros em 2005. Podem participar da seleção alunos de ensino médio que estudam japonês em escolas de ensino fundamental e médio. De acordo com Mayumi, 13 escolas públicas do estado de São Paulo e 10 do Paraná oferecem curso de japonês, com um total de 1.540 alunos. Na rede particular, são 47 escolas no país, com 2.098 estudantes.

Além de Mariana e das outras estudantes brasileiras, o intercâmbio ao Japão neste ano contará com a participação de estudantes da China, Mongólia, Indonésia, Tailânida, Malásia, Sri Lanka, Rússia, Vetnã, Índia e Filipinas.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pequenos venenosos

O filhote de sapo da família Dendrobatidae tem menos de um centímetro, e seu corpo é menor que a ponta de um lápis. Mas não o menospreze, ele possui um veneno 200 vezes mais tóxico que a morfina. Estes sapos, originários do Equador, estão entre os anfíbios mais venenosos do planeta. Quando adultos, eles ganham tons de vermelho e amarelo em sua coloração, mas não passam de um centímetro de comprimento.

A espécie corre sérios riscos de extinção, e, para evitar que isso ocorra, cientistas britânicos começaram a criar os sapos na cidade de Hampshire.
Jenna MacFarlane, porta-voz do aquário em que os sapos são criados, afirma que vale a pena preservá-los, mesmo com o risco que o veneno oferece.

“Esperamos que um dia eles possam ajudar a salvar vidas”, disse a porta-voz. Cientistas recentemente descobriram que o veneno de um sapo desta espécie pode bloquear a dor com 200 vezes mais eficácia que a morfina, e sem apresentar efeitos colaterais sérios.

Andrezza Medeiros.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Número de mortes de bebês em maior maternidade de Alagoas sobe para 21; médicos defendem intervenção federal

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

A direção da maternidade Santa Mônica, em Maceió (AL), confirmou nesta quarta-feira (28) a morte de 21 bebês que estavam internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) durante o mês de abril. Os óbitos estão sob investigação da Vigilância Sanitária Estadual e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.
Um relatório com detalhes das mortes deve ser apresentado pela Vigilância já nesta sexta-feira (30). Enquanto isso, o Sindicato dos Médicos defende a intervenção do Ministério da Saúde na maternidade. Já a Defensoria Pública também aguarda os relatórios da Vigilância e da própria maternidade para cobrar judicialmente providências para melhorar o atendimento e reduzir no número de óbitos.
Segundo direção da maternidade, faltam insumos e profissionais para trabalhar na unidade. A estrutura física também é considerada precária, e quantidade de leitos não comporta a demanda do Estado.
Mesmo sem revelar detalhes da inspeção feita nesta quarta-feira, o diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, avaliou a situação da Santa Mônica como “desesperadora”. “Realmente a gente sabe dos problemas graves da Santa Mônica, e estamos analisando a situação sanitária para indicarmos o que pode ser feito. Se não houver condição de funcionar, vamos interditar, mas creio que não será necessário”, analisou.
Intervenção federal
Para o Sindicato dos Médicos de Alagoas, a situação da Santa Mônica é de “caos” e necessita de uma intervenção federal. “Falta tudo lá dentro, desde fralda para as crianças até detergente para os médicos da UTI lavarem as mãos, como aconteceu nesta segunda-feira e terça-feira. Recebemos as denúncias dessas mortes por infecção e já denunciamos ao Ministério Público. A última solução para a maternidade é uma intervenção do Ministério da Saúde, como aconteceu em outros estados e resolveu”, disse ao UOL Noticias o presidente do sindicato, Wellington Galvão.
Segundo ele, a maternidade não oferece condições de trabalho aos profissionais e os salários não compensam pelo volume de trabalho. “Nós já tivemos muitos casos de demissão, porque os médicos não aguentam essa situação. Os que estão lá são heróis, abnegados, porque não compensa trabalhar numa maternidade que não oferece a mínima condição de exercermos o trabalho com dignidade”, assegurou.
Mortes “normais”
Apesar de o número ter chamado a atenção da Defensoria Pública e das entidades médicas, o diretor da maternidade, José Carlos Silver, assegurou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, que o número de mortes está “dentro de uma média estabelecida pela OMS [Organização Mundial de Saúde]”. “O que tem que ser analisado é a qualidade dessas mortes, e não a quantidade. Eram bebês de alto risco, e que corriam mais risco de morrer”, afirmou.
Das 21 mortes registradas este mês, três delas foram registradas no último domingo (25) por infecção hospitalar. “Dessas, apenas duas foram infecções adquiridas aqui na unidade. Ao todo, das mortes neste mês, somente cinco foram de infecções adquiridas aqui dentro. As demais vieram com problemas de fora”, justificou.
Mesmo considerando “normal” o número de mortes, Silver reconheceu a necessidade de uma investigação dos óbitos e a falta de insumos e médicos na maternidade. “Nós realmente temos problemas graves aqui, e o principal dele é a falta de médicos e estrutura física deficiente. Esses dois problemas não podem se resolvidas pela maternidade, e sim, pela Secretaria de Saúde. Não temos recursos”, declarou.
Segundo ele, existem apenas 21 neonatalogistas trabalhando na maternidade, quando seriam necessários 49. “Estamos com menos da metade dos profissionais necessários. Temos 28 vagas em aberto e existem duas razões para isso: a primeira é a sobrecarga de trabalho. A segunda é o salário, que não chega a R$ 2.000. Mesmo que se abra concurso, com esses valores irrisórios pagos, os médicos vão continuar sem interesse”, afirmou.
Nesta quarta, a UTI da maternidade está com a capacidade máxima: 18 bebês ocupando todos os leitos. "Não podemos - eticamente e até judicialmente - negar a entrada de novos pacientes, porque aqui é o único local que atende a esses bebês. O que estamos fazendo é uma reorganização para tentar atendê-los da melhor forma", analisou.
Desde o dia 23 de março, a maternidade do Hospital Universitário está fechada para reforma e, por conta disso, a Santa Mônica é hoje o único local para atender gestantes e bebês de alto risco no Estado.

Iris Milanez. 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Médico opera pé errado de rapaz em SC

Depois de acordar de uma cirurgia para corrigir uma lesão no ligamento do pé esquerdo, o bacharel em Direito Gianfelippe Bastos Bianco, de 28 anos, descobriu que o médico havia operado o pé direito. E foi o próprio médico responsável pelo procedimento, realizado em um hospital de Tubarão (SC), no início de março, é quem deu a notícia do erro para o jovem.
Inicialmente, o rapaz chegou a pensar que era uma brincadeira de mau gosto. “Quando recobrei os sentidos, o médico veio conversar comigo e perguntou se era o pé direito. Ainda estava meio aéreo e respondi que era o esquerdo. Então, ele botou a mão na cabeça, fez cara de desespero e disse que tinha operado o pé errado”, disse ao G1.

Segundo Bianco, ele chegou a perguntar se era uma piada, mas o médico negou e saiu da sala. “Na cama, levantei o pé esquerdo para olhar. Quando vi que a perna estava leve, sem gesso, sem tala, não cheguei a erguer o pé direito para ver”, afirmou.

Morador de Orleans (SC), Bianco lesionou o tornozelo depois de torcer o pé, em dezembro de 2006. Além de conviver com dores, tomava analgésicos e era impedido de praticar atividades físicas. Levou três anos até decidir operar e ficou confiante ao receber boas indicações desse especialista em Tubarão. Todas as consultas, os exames e a cirurgia foram particulares para garantir um atendimento de qualidade.
Foi uma falha generalizada. Uma semana antes da cirurgia, fui conversar com o anestesista. Ele explicou como iria ser o procedimento e, no final de uma conversa de meia hora, perguntou se era no pé direito. Fui enfático e disse que não, que era no esquerdo. Pensei que estivesse tudo certinho, mas já era sinal de que alguma coisa não estava bem explicada”, afirmou.

Bianco conta que, após descobrir o erro médico, ficou tão preocupado por não ter curado o pé lesionado, que chegou a aceitar a proposta do médico de operar o lado correto no dia seguinte. Ele mudou de ideia ao perceber que com os dois pés feridos não conseguiria andar sequer com muletas.

O rapaz ressalta que voltou a falar com o médico no dia 18 de março, quando os pontos da cirurgia foram retirados. “Ele disse que abriu o meu pé bom e, como não viu problemas, fez a limpeza de resíduos na articulação. Vou procurar outro médico para ver exatamente o que aconteceu. Estou há 40 dias parado, em casa, e ainda sinto dores nos dois pés. Todas as minhas ações daqui para frente vão depender da minha recuperação”, disse.


Bianco alega que pretende passar por uma avaliação com outro profissional para descobrir o que realmente aconteceu com o pé e, depois, deve entrar na Justiça contra o médico e denunciar o caso ao Conselho Regional de Medicina (CRM). “Foi um erro crasso, um erro grotesco. E me pego pensando, toda noite, se eu vou ficar bom de novo”, disse.

Andrezza Medeiros.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

FALA


2º SLIDE:
Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente considera-se criança, a pessoa até 12 anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre 12 e 18 anos de idade (art. 2°).
3º SLIDE:
            Conselhos Tutelares são entidades públicas presentes obrigatoriamente em cada município e formadas por conselheiros da comunidade, cujo objetivo é receber denúncias de violação do ECA e assegurar seu cumprimento. Ao longo de seus capítulo e artigos, o Estatuto discorre sobre as políticas referentes à saúde, educação, adoção, tutela, e questões relacionadas a crianças e adolescentes autores de atos infracionais.
4º SLIDE:
            Direito à vida e à saúde – a criança tem direito a ser protegida desde a barriga da mãe para ser gerada com segurança e saúde. A criança e o adolescente também têm direito à assistência médica e odontológica de graça e prioridade em casos de ajuda e socorro.
            Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade – a criança e o adolescente têm direito de ir e vir e de permanecer em locais públicos ou comunitários; têm direito de expressar suas opiniões, de ter uma religião, de brincar, praticar esportes e se divertir; eles também não podem ser humilhados, agredidos, discriminados ou maltratados por qualquer pessoa, inclusive da família.
            Direito à convivência familiar e comunitária - toda criança e adolescente têm direito de ser educado em um família, de preferência a natural, que não poderá ser desfeita por falta de dinheiro, cabendo ao governo garantir apoio às famílias em dificuldades.
Direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer – o direito de acesso à educação significa poder estudar em uma escola perto de casa (caso não seja possível, ter acesso a transporte escolar), totalmente gratuita e com professores e condições físicas e materiais para o ensino de qualidade. O direito à cultura, ao esporte e ao lazer complementa o direito à educação e ao desenvolvimento.
            Direito à profissionalização e à proteção no trabalho -  o trabalho é permitido somente aos maiores de 16 anos, quando deverão ser garantidos os mesmos direito trabalhistas de qualquer adulto, ficando proibido apenas o trabalho noturno (das 22h até às 5 horas), insalubre ou perigoso. Antes dos 16 anos é permitido ao adolescente participar de cursos profissionalizantes.
E OS DEVERES? Se um adolescente tem direito à vida também tem o dever de não tirar a vida de ninguém; ter direito à saúde é ter o dever de conservar o ambiente limpo. Se é garantido o direito de não ser discriminado, o adolescente está proibido de humilhar ou agredir outras pessoas. Ter direito a uma boa educação é ter o dever de zelar pela escolas, não depredando e respeitando colegas e professores.
5º SLIDE:
O que acontece com um adolescente que comete um crime? Os atos de desrespeito à lei cometidos por crianças e adolescentes são chamados de atos infracionais. O adolescente que o pratica pode ser detido em caso de flagrante ou por ordem judicial (exatamente o mesmo que a Constituição determina para os adultos).
            Ele deve ser encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente e, posteriormente, responde a processo judicial. Também como os adultos, o adolescente responde perante o juiz, que aplicará uma medida sócio-educativa de acordo com a gravidade do ato infracional.
O que são medidas sócio-educativas? São obrigações impostas pelo juiz da infância e da juventude ao adolescente com o objetivo de reeducá-lo.  As medidas são: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semi-liberdade e internação. Esta última deve ser aplicada em casos graves e estabelece que o adolescente pode permanecer privado de liberdade em centros educacionais por até três anos.
Um adolescente pode ser preso? Sim, se houver flagrante ou ordem judicial. O adolescente pode permanecer se o juiz, durante o processo, determinar a internação provisória. O juiz também poderá aplicar a medida de internação, na sua sentença, para os casos mais graves, quando a infração foi cometida mediante violência contra a vítima. Nos centros educacionais, o adolescente deverá ter direito à educação e profissionalização, ter, enfim, condições de ressocialização, que evitem a prática de novas infrações e o apóiem para a construção de um novo projeto de vida.
Há condições de aplicar o ECA no Brasil? A função de uma lei não é dizer como as coisas são, mas como elas devem ser. O Estatuto existe para promover mudanças, porque se todos os direitos das crianças e adolescentes já estivessem garantidos não precisaríamos da lei. O Estatuto ainda diz que todos – família, comunidade, sociedade e poder público – são responsáveis e devem prioridade para os problemas de crianças e adolescentes. Por isso, a lei é um instrumento essencial para construirmos uma realidade diferente.
A quem devo recorrer se o ECA não for comprido
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA;
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e  do Adolescente – COMDICA;
Conselhos Tutelares;
Delegacia da Criança e do Adolescente – DCA (apura atos infracionais cometidos);
Delegacia de Crime contra Crianças e Adolescentes – DECCA;
Juizado da Infância e da Juventude;

sábado, 3 de abril de 2010

Polícia Civil de São Paulo repagina veículos com visual retrô

Carros novos passarão a ser nas cores preta e branca.
Objetivo é reaproximar a imagem do órgão à população.

A Polícia Civil entrou na onda retrô da Segurança Pública de São Paulo. A instituição recebeu o aval do governo para que seus veículos voltem a ostentar as cores preta e branca ou, como preferem os policiais veteranos, ônix e marfim. A medida não deve trazer custos, pois atingirá só novas viaturas - as atuais continuarão tricolores. O decreto foi assinado no último dia 30 pelo governador José Serra (PSDB), em sua última semana de trabalho.

Ao mesmo tempo que volta a usar as cores que ostentou durante 90 anos - o padrão tricolor foi inaugurado em 1999, durante o governo Mário Covas (PSDB) -, a instituição pretende identificar os carros apenas com o nome Polícia Civil, acabando com nomes de delegacias e departamentos na lataria dos veículos. O plano do delegado-geral da Polícia Civil, Domingos de Paulo Neto, é reaproximar a imagem do órgão à população.

A medida é popular entre os investigadores e agentes. A manutenção da pintura das atuais viaturas é cara, ao contrário do antigo padrão. Além disso, a mudança pode baratear o custo dos novos carros, que seriam comprados da fábrica na cor branca. A frota atual da Polícia Civil é de cerca de 8,5 mil veículos.

Desde 2007 a Polícia Civil tentava recuperar suas cores tradicionais, na cor branca. Em janeiro, com a decisão de Serra de enviar à Assembleia Legislativa o projeto de lei que altera o nome da Polícia Militar, resgatando o histórico e tradicional nome da Força Pública, os delegados de São Paulo voltaram à carga na tentativa de recuperar sua identidade mais tradicional. A pressão acabou surtindo efeito e Serra resolveu encampar a ideia.

As cores preta e branca para a polícia no Brasil foram definidas pela primeira vez em 1808, pelo desembargador Paulo Fernandes Viana, da Intendência-Geral da Polícia da Corte e do Estado do Brasil, em substituição às cores verde e vermelha. Para o desembargador Fernandes Viana, o preto e o branco simbolizavam o trabalho diuturno da polícia.

Quando a pintura das viaturas das Polícias Civil e Militar foi alterada durante o governo Covas, o sentido era aproximar as duas polícias como parte do programa de integração das instituições. Assim, ambas passaram a exibir as cores da bandeira do Estado de São Paulo - vermelho, preto e branco.

Também deveriam trabalhar em prédios em comum - o que só ocorreu com os comandos das instituições -, ter centro de comunicações conjunto e dividir a mesma academia de formação, além de trabalharem em áreas administrativas comuns a fim de facilitar o planejamento integrado. O projeto de integração das polícias - uma alternativa ao desejo do governo Covas de unificar as instituições - acabou ficando pelo caminho.

sábado, 27 de março de 2010

Casal Nardoni é condenado pela morte de Isabella

Após cinco dias de julgamento, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, foram condenados a prisão pela morte da menina, então com 5 anos. O pai recebeu pena de 31 anos, um mês e dez dias, enquanto a madrasta foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão.

O casal Nardoni vai cumprir a sentença em regime fechado. Eles foram condenados por homicídio triplamente qualificado, por usarem meio cruel, dificultarem a defesa da vítima e tentarem esconder o crime anterando o local.

Durante esta sexta-feira, acusação e defesa apresentaram suas teses para o júri popular, composto de 4 mulheres e 3 homens, no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo. Nas primeiras horas deste sábado, o juiz anunciou a sentença com a condenação dos réus.

Pela manhã, O promotor Francisco Cembranelli afirmou que o casal Nardoni estava no apartamento quando a menina Isabella foi atirada pela janela do sexto andar do Edifício London, no dia 29 de março de 2008.

"Eles (Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá) estavam no apartamento quando Isabella foi jogada", disse Cembranelli, na primeira parte do debate entre defesa e acusação, ao comparar as ligações telefônicas entre vizinhos e polícia no dia do crime. Com base em uma reprodução cronológica das ligações, o promotor cravou: "Contra fato não há argumento."

Na segunda parte de sua exposição no quinto dia de julgamento do caso Isabella, o promotor Francisco Cembranelli continuou calcado na cronologia e na perícia para colocar o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá na cena do crime. Ele alegou que o depoimento dos réus não faz sentido. "No momento em que o casal estava lá dentro (do apartamento) é que ela foi defenestrada. Isso é prova científica, senhores jurados. Não cabe contestação", disse ele, usando a maquete para ilustrar seus argumentos.

O advogado de defesa, o criminalista Roberto Podval, usou dois apartes formais - interrupções dentro do código - para criticar a perícia e perguntar sobre as provas, que, segundo ele, não existem. "Como a defesa não pode discutir a perícia, vão dizer que a perita não presta", rebateu o promotor.

Cembranelli traçou um perfil psicológico de Anna Carolina Jatobá, dizendo que ela é uma pessoa "perturbada, cansada e dependente financeiramente da família do marido".

Defesa critica sociedade e imprensa
Na sua vez, o advogado criminalista Roberto Podval, que defende os Nardoni, criticou a postura da imprensa e da sociedade no caso. "Se não houvesse essa loucura toda (olha para os jornalistas da sala), eles seriam absolvidos, porque não há provas. Eles entraram condenados sem serem julgados."

Podval citou o caso da inglesa Madeleine McCann, que aos 5 anos desapareceu durante viagem a Portugal com os pais. E lembrou que em determinado ponto da investigação, eles foram colocados como suspeitos.

Por volta das 16h50, o advogado terminou sua parte citando frase de Chico Xavier. "Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas podemos fazer um novo fim", afirmou ao júri. Às 17h46, começou a réplica da acusação.

Promotor diz que madrasta é 'barril de pólvora'
Durante a primeira parte da réplica da acusação, o promotor Francisco Cembranelli afirmou que Anna Carolina Jatobá, acusada de participar da morte de Isabella Nardoni, "é um barril de pólvora prestes a explodir." Ele voltou a acusar a ré de ter agredido a vítima por ciúmes.

O promotor lembrou que Isabella era muito parecida com a mãe, o que teria despertado a ira da madrasta. "Todas as brigas tinham o mesmo motivo: o ciúme doentio que Jatobá tinha de Ana Carolina."
Com a ausência de provas periciais contra a madrasta, Cembranelli se esforçou para traçar ao júri o perfil psicológico da acusada. Disse que ela se referia à mãe da menina como "aquela vagabunda" e destacou que há pessoas que sofrem "transtorno temporário" por alguma razão.

"Era ela quem esmurrava vidraças, esmurrava o marido, atirava o filho no berço", acrescentou. "Estou mostrando que há uma prova evidente de que ela poderia fazer o que fazia habitualmente: agredir as pessoas."
Sobre o fio de cabelo encontrado na cena do crime, que a defesa expôs hoje como uma das provas que não foram periciadas, Cembranelli questionou: "se fosse algo tão importante, por que não pediram DNA antes?". "A defesa trabalha com a dúvida", completou.

Andrezza Medeiros

segunda-feira, 22 de março de 2010

O caso de Isabella Nardoni

Aos 5 anos de idade , em 2008 , no Edf. London (Zona Norte de São Paulo) , era derrubada do sexto andar do prédio a garota Isabella Nardoni , segundo relatos e "provas" ela teria sido jogada pelo pai Alexandre Nardoni e pela madrasta Ana Carolina , da janela , já que o pai não gostava da criança e a madrasta era uma pessoa completamente agressiva ! A mãe da menina , Ana Carolina , é indignada até hoje , apesar de não acusar ninguém concretamente , ela crê que o culpado seja o pai da menina porém ela quer que a justiça seja feita , independentemente do culpado ! Hoje (22/03/2010) com aproximadamente 2 anos após o caso está sendo realizado o julgamento que decidirá quem são realmente os culpados , mesmo o pai e a madrasta já estando presos há 2 anos , pois as provas dos laudos e perícias indicam que eles realmente são os culpados . O julgamento deverá ser encerrado até a próxima sexta-feira , deverão ser lidas as cinco mil páginas do processo e ouvidas as testemunhas de defesa e acusação , ao término de tudo deverão ser contados os votos de sete jurados que foram sorteados dentre 40 pessoas populares . Acima de tudo , esperamos que justiça seja feita ! O casal pode pegar de 12 à 30 anos de prisão , menos os 2 anos em que já estão presos , porém só deverão cumprir 2/5 da pena em regime fechado . Luto e justiça por Isabella Nardoni !


Texto feito & postado por : Marcella Braga .

sábado, 20 de março de 2010





Astronauta japonês twitta foto de ilha mediterrânea em forma de gato
Soichi Noguchi é tripulante da estação espacial desde dezembro.
Engenheiro de voo é membro da Jaxa, a 'Nasa japonesa'.

O tripulante japonês da estação espacial internacional, Soichi Noguchi, twittou a foto acima, de uma ilha não especificada no Mediterrâneo. O astronauta afirma que se trata de 'sua ilha em forma de gato predileta' (Foto: Soichi Noguchi/ ISS)
Andrezza Medeiros

ESTACIONAMENTO INTELIGENTE.


Estávamos (André Fogaça, editor de notícias do site msn.com.br) na quarta-feira desta semana [dia 17] a procura de um local para almoçar nas redondezas, quando decidimos ir até um shopping próximo para ter mais opções. Até então nada de novo, até o momento em que entramos no estacionamento do shopping e nos deparamos com pequenas luzes verdes e vermelhas afixadas no teto.
Curiosos como somos, fomos logo descobrindo sua utilidade e ficamos surpresos com uma tecnologia simples e que realmente ajuda na busca por vagas no estacionamento! Funciona assim: quando a luz vermelha está acesa, indica que a vaga na frente dela está ocupada. Quando a luz verde está acesa, significa que há vaga livre e te esperando!
Um pequeno sensor que fica exatamente acima da vaga consegue identificar a presença de um carro parado, ou manobrando para entrar ou sair, eliminando de vez a necessidade de ficar andando por horas a procura de uma vaga, é só olhar e procurar a luz verde!

O estacionamento fotografado é o do Shopping Vila Olímpia. Esta é uma daquelas novidades que poderia existir a mais tempo, e é muito bem vinda! Não é?
Andrezza Medeiros

domingo, 14 de março de 2010

Forte terremoto atinge o Japão


Tremor teve magnitude 6,6, segundo o Serviço Geológico dos EUA.
Não há relatos de feridos e danos, mas prédios tremeram em Tóquio.

Um forte terremoto de magnitude 6,6 atingiu o norte do Japão neste domingo (14), informaram o Serviço Geológico dos Estados Unidos e a Agência Meteorológica do Japão.


Não há relatos sobre vítimas ou danos, mas prédios tremeram na capital japonesa, Tóquio. O governo japonês não emitiu alertas de tsunami, mas informou que pode haver alteração no nível do mar.


O epicentro do tremor, que ocorreu às 17h08 (horário local, 5h08 em Brasília), foi a 40 km abaixo do nível do mar nas proximidades da ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês e que abriga a capital, Tóquio.


Ele localizou-se a 80 km a sudeste de Sendai, e a 285 km a nordeste de Tóquio.



O tremor forçou a suspensão temporária dos serviços do Shinkansen (trem-bala). O governo ativou imediatamente um serviço de informação para recolher dados sobre o terremoto.

O arquipélago japonês é uma das zonas com maior atividade sísmica do mundo. O terremoto mais grave dos últimos anos aconteceu em Kobe, em janeiro de 1995, com magnitude de 7,3, e deixou mais de seis mil mortos.
Andrezza Medeiros

quinta-feira, 11 de março de 2010

O QUE É VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?


Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...”

Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, dezembro de 1993.

A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras.”
Andrezza Medeiros

quarta-feira, 10 de março de 2010

Parceiros íntimos são os maiores responsáveis por violência contra mulher


As vítimas de violência doméstica são agredidas em casa, pelo parceiro íntimo (marido, companheiro, namorado), na maioria das vezes. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

A pesquisa foi realizada com base em 1.286 casos de violência em pessoas de 20 a 39 anos atendidas em serviços públicos de saúde no estado entre janeiro e maio deste ano.
Das notificações que apontaram a relação entre vítima e agressor 67,8% identificaram o parceiro como agente causador da violência. Outros 12,9% dos agressores são pessoas conhecidas das vítimas e 19,3% são desconhecidos. Do total de agredidos, 75% são mulheres.
Já entre as notificações sobre o local de ocorrência das agressões, 70,8% apontaram que a violência ocorreu dentro de casa e 18,2% aconteceram na rua. Os demais relatos de violência tiveram como local os bares, escolas e estabelecimentos comerciais.
Do total de casos envolvendo pessoas de 20 a 39 anos, 59% são de violência física, 18% de violência psicológica (agressão verbal), 13% auto-infligida e 5%, sexual.
(Everaldo Amaral)

Violência contra a mulher gera mais de 60 denúncias por dia, em Belo Horizonte



Todo dia, em média, 60 mulheres procuram a polícia em Belo Horizonte, para denunciar que estão sofrendo algum tipo de violência. A queixa mais comum é de ameaça, um tipo de crime em que, muitas vezes, o agressor não é punido. E que, em alguns casos, como o da cabeleireira Maria Islaine de Morais, terminam de forma trágica. Os repórteres Fred Justo e Esley Resende mostram exemplos de mulheres, que buscaram ajuda, denunciaram os ex-companheiros, mas vivem com medo.

Algumas ocorrências tiveram queda nos registros, como o crime de maus tratos e o de calúnia. A Secretaria de Estado de Defesa Social não quis se manifestar sobre os casos mostrados na reportagem, mas informou que o grande número de denúncias se deve à confiança maior em relação aos procedimentos previstos em lei. Nas cidades onde não há Delegacia Especializada da Mulher, as denúncias devem ser feitas na delegacia de plantão mais próxima.
(Everaldo Amaral)

terça-feira, 9 de março de 2010

Tema da semana1: Violência contra a mulher.

Postem textos para discussão em sala e produção textual...
Abraçoooooo... Mailson Farias

Imagens da Tragédia do Haiti







segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da mulher !

O que é ser mulher ?

Ser mulher é sentir-se especial , é ser você mesmo !
Ser mulher é ser filha , ser mãe , ser avó .
É ter o dom de dar a luz a novos seres , é ser amor , é ser amada .
Mulher , sinta-se demais , afinal de contas ... Só você tem um dia internacional !!!

FELIZ DIA DA MULHER , É O QUE DESEJA TODO O 1° ANO "C"

sábado, 6 de março de 2010

Despenca o interesse dos jovens americanos pelo Twitter


Pesquisa aponta que apenas 8% dos jovens americanos ainda postam no Twitter

Apesar de todo o alarde em torno do Twitter, a onda em torno do microblog parece começar a diminuir e já aparecem os sinais de que ele está perdendo a força. Primeiro, o Google lançou o Buzz, um serviço integrado ao Gmail que funciona até melhor do que o Twitter, mantendo as mesmas características. Agora, uma pesquisa nos Estados Unidos indica que apenas 8% dos adolescentes americanos usa o Twitter.


A pesquisa foi publicada pela Pew Internet andAmerican Life, que entrevistou 800 jovens americanos entre 12 e 17anos. Com o resultado, o Twitter cai lá para baixo no ranking de popularidade entre a parcela da população que mais adota novas atividades online.


A pesquisa indica ainda que apenas 14% dos jovens possuem um blog, número que equivale à metade do que havia em 2008, quando a pesquisa daquele ano apontou que 28% dos jovens eram blogueiros.


"Nós sempre usamos as gerações mais jovens como referência para tentar antecipar o futuro da tecnologia", disse Amanda Lenhart, coordenadora da pesquisa. "As pessoas com menos de 30 anos estão na vanguarda do uso da internet e dos celulares, por isso, é interessante ver o nível de entusiasmo deles com a tecnologia em geral."


Como nos EUA o Orkut é completamente ignorado, a pesquisa indica que 73% dos entrevistados prefere o Facebook como sua principal rede social, enquanto 48% possuem um perfil no MySpace e 14% no LinkedIn. "O blog perdeu seu apelo junto aos jovens, eles foram todos para o Facebook", diz Amanda.


Ainda segundo a pesquisa, os jovens agora preferem trocar mensagens via celular.


Andrezza Medeiros.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Mulher processa médico após cirurgia a deixar com 'quatro seios'


Maria Alaimo, de 47 anos, que mora em Staten Island, no estado de Nova York (EUA), entrou com um processo contra o cirurgião que fez o implante de silicone em seus seios, alegando que, em vez aumentá-los, o médico a deixou com “quatro peitos", segundo o jornal "Staten Island Advance".

A mulher disse que pagou US$ 7 mil ao médico Keith Berman pelo implante. No entanto ela destacou que a cirurgia ficou péssima, provocando perda de auto-estima e constrangimento, além do fim de seu casamento.

"Maria saiu da cirurgia com quatro seios", disse seu advogado, Michael J. Kuharski, durante audiência na terça-feira na Suprema Corte do estado. Na ação, o advogado pede US$ 5 milhões (cerca de R$ 9 milhões) de indenização.

O advogado do médico, Jerry Giardina, disse que a cirurgia plástica ficou banalizada, já que artistas e celebridades fazem isso o tempo todo. Mas, segundo ele, não há garantias que o resultado final irá agradar o cliente.

Maria Alaimo realizou a operação para aumentar os seios em 2003. Em depoimento no tribunal, o médico afirmou que alertou a mulher sobre os riscos potenciais, incluindo a cicatrização, e as possíveis consequências da colocação de implantes.

Seu advogado destacou que ela estava preocupada apenas com o "glamour" de aumentar os seios. No entanto o defensor de Maria Alaimo rebateu e disse que o cirurgião estava preocupado apenas com o dinheiro.

De acordo com Kuharski, sua cliente tinha um casamento "ótimo" antes da primeira cirurgia, mas, depois, nunca mais permitiu que seu marido a visse sem roupa novamente. O casal, que tem dois filhos, divorciou-se no fim de 2004.

(Everaldo Amaral)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Chinês sobe em cabos de alta tensão e fica ‘dançando’ por 4 horas



Xian Jun subiu na torre para protestar por estar desempregado.
Polícia cortou a energia para que evitar que ele fosse eletrocutado.

O chinês Xian Jun, de 26 anos, provocou um caos na última segunda-feira (1) em Dongguan, na província chinesa de Guangdong. Jun, que está desemprego, subiu em uma torre de alta tensão e ficou agarrado aos cabos por mais de quatro horas.

Segundo a polícia, ele perdeu o emprego no início de fevereiro e estava com dificuldades para se recolocar no mercado. Após beber muito, Jun decidiu protestar subindo na torre de alta tensão.


A polícia chegou a cortar a energia para que o homem não morresse eletrocutado. Apesar dos pedidos dos policiais, ele se recusou a descer e ficou caminhando e dançando sobre os cabos por mais de quatro horas até cair sobre uma espécie de colchão de ar.

Chinês sobe em cabos de alta tensão e fica ‘dançando’ por 4 horas

O chinês Xian Jun, de 26 anos, provocou um caos na última segunda-feira (1) em Dongguan, na província chinesa de Guangdong. Jun, que está desemprego, subiu em uma torre de alta tensão e ficou agarrado aos cabos por mais de quatro horas.

Segundo a polícia, ele perdeu o emprego no início de fevereiro e estava com dificuldades para se recolocar no mercado. Após beber muito, Jun decidiu protestar subindo na torre de alta tensão.

A polícia chegou a cortar a energia para que o homem não morresse eletrocutado. Apesar dos pedidos dos policiais, ele se recusou a descer e ficou caminhando e dançando sobre os cabos por mais de quatro horas até cair sobre uma espécie de colchão de ar.
(Everaldo Amaral)

terça-feira, 2 de março de 2010

Chinesa de 2 anos engorda demais, espanta médicos e preocupa família


Especialistas não sabem explicar motivo de Pang Ya, 2 anos, ter 41,5 kg.Ela nasceu com 4 kg, mas começou a ganhar peso rápido demais.
A menina chinesa Pang Ya, de dois anos (a esq.), fica ao lado de uma outra criança nesta segunda-feira (1) em Yuncheng, na província de Shanxi.Pang Ya nasceu com 4 kg, mas desde então começou a engordar numa velocidade alarmante. Aos 8 meses, ela tinha 20 kg, e hoje tem 41,5 kg. Os médicos não conseguiram descobrir o motivo da doença. Segundo seus pais, Pang Ya come bastante, em comparação com seus colegas.

Cliente de lanchonete ganha indenização por ser chamada de 'loirinha peituda'

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) condenou uma rede de lanchonetes da capital, a Bibi Sucos, a pagar R$ 1,5 mil de indenização a uma cliente que foi chamada de “loirinha peituda”. O caso aconteceu na filial da Zona Norte, e a empresa ainda pode recorrer.A autora da ação, que tem próteses de silicone nos seios, contou no processo que ficou sem entender porque funcionários da Bibi Sucos riam dela. A reclamante conseguiu provar que sofreu constrangimento através de uma comanda interna da loja, onde estava escrito: “loirinha peituda”, conforme registrou a coluna Gente Boa, do jornal O GLOBO. “Tratou-se, evidentemente, de situação em que a autora da ação foi desrespeitada e exposta a gracejo indesejável, que extravasou a seara do mero aborrecimento”, escreveu em sua decisão a desembargadora Vera Maria Van Hombeeck, da 1ª Câmara Cível do TJ-RJ.

Ela continuou cliente, diz sócio da lanchonete
Ouvido pelo G1, um dos sócios da Bibi Sucos, que preferiu se identificar apenas como André, disse que, após o episódio, a cliente continuou frequentando a lanchonete e que, aparentemente, não parecia estar constrangida.

O advogado da autora da ação, Wanderson Pinto de Mesquita, confirmou que ela frequentava o local com assiduidade por trabalhar como vendedora numa das lojas do shopping onde fica a lanchonete.


“Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ela frequentava porque gostava da lanchonete. Agora, não é aceitável que um estabelecimento faça chacota com os clientes por causa das características físicas. Imagine, então, como seria o tratamento dispensado a uma pessoa que usa óculos, a um obeso ou ainda a quem sofre de calvície”, ponderou o advogado.


(Everaldo Amaral)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Número de mortes causadas por terremoto no Chile chega a 711


Governo decreta estado de exceção e toque de recolher em áreas mais atingidas para frear saque a comércios.


CONCEPCIÓN - O governo do Chile aumentou nesta segunda-feira, 1º, para 711 o número de mortos em decorrência do terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado e afirmou que a estimativa ainda pode aumentar. Enquanto as autoridades avaliavam os danos causados pelo tremor, milhares de pessoas saqueavam comércios em busca de algo para comer.


O desespero entre a população aumentou ainda mais na manhã de ontem, quando outro abalo de 6,1 graus voltou a sacudir o território chileno. Até agora, 1,5 milhão de casas foram danificadas pelo tremor e mais de 2 milhões - ou 12,5% dos 16 milhões de habitantes do Chile - foram afetados. O caos generalizado fez com que a presidente Michelle Bachelet decretasse estado de exceção de catástrofe nas regiões de Maule e Concepción, as mais devastadas pelo terremoto, além de um toque de recolher.


Bachelet reconheceu o problema de ordem pública criado pelos saques e nomeou o general Guillermo Ramírez como responsável pela segurança em Concepción. Ontem, milhares de pessoas desesperadas saquearam dezenas de comércios no centro e bairros da periferia da cidade.



Resignados, para evitar mais mortes, a policia não reprimiu as saqueadores, dos quais faziam parte também mulheres idosas e crianças. Os policiais somente intercediam para evitar brigas entre eles.



Os comerciantes, angustiados, reclamavam da falta de ação das forcas de segurança. Em alguns locais, porém, gás lacrimogêneo e jatos d"água foram usados para dispersar a multidão.



Preciso destas coisas, pois são elementos de primeira necessidade", afirmou ao Estado Josefa, uma jovem que saía de um supermercado empurrando um carrinho com uma TV LCD, papel higiênico, desodorantes e várias garrafas de uísque.



No entanto, a maioria das pessoas levava comida e água. "Morro de vergonha de roubar. Eu vim aqui com a intenção de comprar", disse Lucia, uma aposentada. Para demonstrar suas intenções sinceras, abriu a bolsa e mostrou sua carteira com dinheiro. "Mas não houve jeito. As caixas não estavam abertas. Tive de agir como uma ladra. Nunca fiz isso antes."
A prefeita de Concepción, Jacqueline van Rysselberghe, disse que a situação na cidade estava "fora de controle". "Precisamos do Exército", disse a prefeita. "Não podemos deixar que as pessoas defendam suas posses porque assim a lei do mais forte prevalecerá."




Distribuição de alimentos.


Após reunião no Palácio de La Moneda, em Santiago, com o ministro da Fazenda, Andrés Velasco, donos de redes de supermercado de todo o país pediram calma à população, afirmando que o abastecimento de alimentos está garantido para todos. Bachelet também anunciou um acordo com os supermercadistas das zonas afetadas para distribuir gêneros de primeira necessidade de forma gratuita e ordenada. A medida tem como objetivo pôr fim aos saques.



No início da tarde, na esquina da Rua Padre Hurtado com a Avenida Los Carrera, em Concepción, 50 policiais, bombeiros e integrantes da Defesa Civil apressavam-se em salvar dos escombros os sobreviventes do Edifício Borderrio. O subcomissário Jorge Guerra afirmou que oito pessoas ainda estavam vivas sob os escombros do prédio, que tinha 125 apartamentos.


O centro foi área mais afetada da cidade. A imponente estátua do herói da independência, Bernardo O"Higgins, caiu do pedestal e quebrou-se. Nos arredores, grupos de pessoas saqueavam farmácias e lojas de eletrodomésticos.


Mais de 400 pessoas saquearam dois postos de gasolina na cidade. "O terremoto tirou das pessoas o seu pior lado", lamentou Viviana Salazar, residente da Rua Juan Martínez de Rosas, nas redondezas do centro de Concepción.


O Chile está localizado sobre a intersecção de duas placas geológicas que constituem uma das principais zonas sísmicas do mundo. O tremor de sábado foi o pior já registrado em território chileno desde 1960, quando um terremoto de 9,5 graus na escala Richter - o maior de que se tem notícia - ocorreu no país.


Lucas Mendes!


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Iceberg gigante se rompe da Antártida e ameaça mudar correntes marítimas



Um vasto iceberg que se descolou do continente Antártico depois de ser abalroado por outro iceberg gigante pode causar alterações nas correntes marítimas do planeta e no clima, alertaram cientistas.

Pesquisadores australianos afirmam que o iceberg - que tem aproximadamente a metade do tamanho do Distrito Federal e está flutuando ao sul da Austrália - pode bloquear uma área que produz um quarto de toda a água densa e gelada do mar.

Segundo os cientistas, uma desaceleração na produção desta água densa e gelada pode resultar em invernos mais frios no Atlântico Norte.

Neal Young, um glaciologista do Centro de Pesquisa de Ecossistemas e Clima Antártico na Tasmânia, disse à BBC que qualquer interrupção na produção destas águas profundas super frias na região pode afetar as correntes oceânicas e, consequentemente, os padrões de clima ao longo de anos.

"Esta área é responsável por cerca de 25% de toda a produção da água de baixo na Antártica e, portanto, irá reduzir a taxa de circulação de cima para baixo", afirmou Neal Young.

"Você não irá ver isso imediatamente, mas haverá efeitos corrente abaixo. E também haverá implicações para os pinguins e outros animais selvagens que normalmente usam esta área para alimentar-se", completou.

Água aberta

O iceberg está flutuando em uma área de água aberta cercada de gelo do mar e conhecida como polinia.

A água gelada e densa produzida pela polinia desce para o fundo do mar e cria a água densa salgada que tem papel-chave na circulação dos oceanos ao redor do globo.

Benoit Legresy, um glaciologista francês, afirmou que o iceberg descolou-se da Geleira Mertz, uma língua de gelo saliente de 160 km na Antártida Leste, ao sul de Melbourne.

O iceberg foi deslocado pela colisão com outro iceberg maior e mais velho, conhecido como B-9B, que rompeu-se em 1987.

"A língua de gelo já está quase quebrada. Ela está pendurada como um dente frouxo", afirmou Legresy.

"Se eles (os icebergs) ficarem nesta área - o que é provável - eles podem bloquear a produção desta água densa, colocando essencialmente uma tampa na polinia", acrescentou.
Andrezza Medeiros.